segunda-feira, 5 de março de 2012

P&G, Nestlé, Danone e Colgate tem produtos eleitos como inovadores


Empresas foram algumas das premiadas na quarta edição realizada no Brasil do Produto do Ano e poderão usar o selo em sua comunicação e nas embalagens em 2012

Procter & Gamble, Nestlé, Danone, Colgate-Palmolive e Heineken são algumas das 19 empresaspremiadas na quarta edição do “Produto do Ano”. Mais uma vez, os consumidores brasileiros puderam eleger os seus produtos preferidos, de acordo com o critério da inovação. Entre os destaques, está a P&G, que teve seu investimento em pesquisa e desenvolvimento reconhecido com 13 marcas premiadas em 20 categorias das 60 analisadas no total.

Ícones já conhecidos dos brasileiros como Always, Ariel, Duracell, Gillette, Hipoglós, Oral-B, Tampax, Pampers e Pantene foram eleitos, além de marcas recém-lançadas no mercado nacional pela P&G, como Naturella, Olay, Head&Shoulders e Downy. A Colgate-Palmolive também se destacou com produtos indicados em 10 categorias.

A empresa teve vencedores como a linha para cabelos e corpo Palmolive Natural Kids e a linha de sabonetes Palmolive Naturals, além do Colgate Total 12 Professional Whitening, eleito na categoria Creme Dental Regular e dos cremes dentais da linha Colgate Sensitive Pró-Alívio, na categoria Tratamento Oral Dentes Sensíveis.

Kaiser e Bacardi são destaque em bebidas alcoólicas
No setor de produtos de limpeza, a Ingleza venceu sete categorias, incluindo quatro produtos da linha doméstica, com as marcas Uau e Ingleza, e três da recém-lançada linha automotiva Fórmula Max. Outra companhia premiada foi a Danone, com Densia, iogurte enriquecido com cálcio e vitamina D. A marca global com foco no público feminino já é consumida na Europa e América Latina e chegou ao Brasil em março de 2011.

De acordo com o levantamento, mais de 90% dos consumidores apontaram estarem totalmente satisfeitos com Densia, eleito em duas categorias, pelas versões em pote e garrafinhas unitárias. Já a Nestlé conquistou o público em cinco categorias, com os produtos Moça Cremoso, Molico em Pó Total Cálcio, Molico Total Cálcio UHT, Ninho Baixa Lactose a linha Fast.

Alguns destaques de bebidas alcóolicas são a Kaiser, marca da Cervejaria Heineken, que foi premiada na categoria “Cervejas”, e o Bacardi Mojito Pronto para Servir, fabricado pela Bacardi, na categoria “Bebidas Aperitivos”. Relançada em 2011, a Kaiser ganhou novo visual e passou a levar a assinatura “Cerveja bem Cervejada”, que pretende reforçar os atributos de qualidade da produção da bebida.

Produto do Ano consulta mais de 5 mil consumidores
O Prêmio Produto do Ano certifica os novos produtos de consumo lançados no mercado em termos de inovação, que são analisados por um comitê de ética constituído por entidades do setor como Abracom, Ampro, Anpei e ABA. Após a divisão dos produtos em categorias, é realizado um estudo de mercado pela TNS com uma amostragem de aproximadamente cinco mil consumidores.

A edição 2012 contou com mais de 150 produtos inscritos nas 60 categorias, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. O levantamento consultou consumidores com idades entre 18 e 64 anos, segundo grau completo, de ambos os sexos, com classe social A, B e C, residentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife.

Presente em 32 países, o Produto do Ano nasceu há 25 anos na França e, após a eleição, as marcas vencedoras obtém o direito de utilizar o selo do prêmio na comunicação e nas embalagens como forma de reconhecimento pela qualidade, performance e eficiência dos produtos. 

fonte: Mundo do Marketing

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Executivos brasileiros ainda acham arriscado investir em redes sociais


Estudo aponta nove passos para as empresas minimizarem o lado negativo e terem sucesso na estratégia. Marcas devem utilizar canais como fator de negócio


O Brasil é reconhecido como um dos países mais sociáveis do mundo e reflete isto sendo uma grande potência nas mídias sociais. As marcas nacionais, no entanto, não se igualam à média global na questão de como utilizar as plataformas da melhor maneira para atingir o consumidor online. Um estudo da Forbes em parceria com a agência de Relações Públicas Weber Shandwick mostrou que os executivos brasileiros ainda veem mais riscos do que ganhos nas mídias sociais e criou um guia com nove passos para que as empresas obtenham sucesso na estratégia de sociabilidade.
A pesquisa entrevistou 1.897 profissionais de 50 países, incluindo o Brasil, e concluiu que a maioria das empresas brasileiras ainda trata as redes sociais como uma ferramenta de ativação e não como fator de negócio. No mundo, em geral, a área já é utilizada para que as empresas entendam seu produto ou serviço na sociedade. 
Uma das amostras da dificuldade das marcas nacionais em lidarem com a sociabilidade é que os executivos brasileiros ainda têm um pé atrás sobre os ganhos do investimento. Para 41% dos entrevistados do Brasil, os riscos de apostar nas plataformas são maiores que os ganhos, contra 23% que acham o mesmo globalmente. Na média mundial, 54% acreditam que os ganhos são maiores que os riscos, contra 39% dos brasileiros.
“Ainda existe um receio das mídias sociais no Brasil. Aqui se criou um mito de que as redes só servem para fazer entretenimento e humor, o que restringe o público. Nas empresas globais elas são tratadas seriamente, como algo que agrega valor ao negócio e não apenas para ativar produtos”, diz Everton Schultz, Diretor de Mídias Sociais da Weber Shandwick, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Engajamento é fator menos importante
Outro ponto que demonstra que as redes sociais ainda não têm todo seu potencial aproveitado é a importância que as empresas dão para elas em relação à reputação da marca. Para 64% dos executivos brasileiros a qualidade do atendimento ao cliente é o mais importante, seguida por qualidade da marca (60%) e dos talentos (51%). O engajamento online fica em último lugar, com 47%.
“Quando vemos que o atendimento ao consumidor é mais importante para as empresas do que o engajamento online fica claro que as redes sociais não são vistas como fator de negócio, já que a maior parte do atendimento hoje em dia é realizada na internet. Um item está diretamente associado ao outro e, se as empresas não percebem isso, elas ainda não dão a importância certa às plataformas”, diz Schultz.
Nove passos da sociabilidade
Com base nos resultados, o estudo criou nove passos para guiar as marcas na busca pela sociabilidade e no melhor uso das plataformas. O primeiro é a questão da mensagem, que deve ser tão importante quanto a presença em um canal. Um ponto positivo para o Brasil é que as marcas brasileiras estão à frente das globais na criação de conteúdos específicos para as redes sociais, com 36% contra 28%.
“O fato de termos um bom resultado em relação ao conteúdo específico para as mídias sociais mostra que estamos atentos à realidade do nosso público, já que os brasileiros usam muito as redes sociais. O ponto mais importante, no entanto, é se este conteúdo é relevante”, diz Schultz.
Para atingir a relevância é preciso especificar ainda mais. Em primeiro lugar, deve-se identificar uma audiência qualificada, diretamente associada ao negócio da empresa, para criar a interação. Também é importante construir um projeto editorial para cada mídia, sem copiar informações do Twitter para o Facebook, por exemplo. Já o principal ponto, e mais desafiador, é ir além dos concursos, eventos e da notícia broadcasting, puramente de divulgação. O ideal é dizer algo interessante para a sociedade e sobre os assuntos atuais, e não apenas sobre a empresa.
Coloque sua marca em movimento
A segunda dica é espalhar a presença da marca pelas redes sociais, utilizando o maior número possível de canais, mas sempre com um plano definido por trás. Neste caso, a presença brasileira está bem próxima dos resultados globais, mostrando novamente que a questão não é estar nas plataformas, mas sim o conteúdo gerado. O Twitter obtém um destaque no país, com 64% de uso contra 58% das respostas globais.
“O Twitter teve um grande boom no Brasil, até pela facilidade de criar um perfil da empresa no canal. Mas este número pode não mostrar a realidade, já que várias marcas acabam deixando seus perfis desatualizados. Houve uma corrida para se estar presente no Twitter, mas muitos não identificaram quem querem atingir ou o que falar para os seguidores”, afirma Schultz.
Um ponto menos dominado pelo Brasil é a atuação das marcas em aplicativos móveis: o resultado foi de 48% de presença contra 54% das globais. “O receio em relação ao retorno sobre o investimento no mobile é muito grande no Brasil. Inclusive porque ainda é arriscado apostar nos aplicativos, já que a banda larga é ruim e os smartphones são caros, atingindo pouca gente. Analisando o mercado, podemos apostar que esta realidade mudará em breve. Com os incentivos do governo, a banda deve melhorar e muito em breve os aparelhos terão uma grande queda de preços. Tenho certeza de que, se fizéssemos esta pesquisa daqui a dois meses, a resposta seria diferente”, afirma Schultz.
Integre ou morra
Para evoluir na gestão de reputação da marca, as empresas devem principalmente integrar o trabalho com as mídias sociais a todas as áreas, e não restringi-las a apenas um departamento da empresa. O estudo mostrou que já existe uma importância em relação a este ponto, já que 69% dos executivos brasileiros afirmaram que a estratégia é parte do planejamento geral de Comunicação e Marketing.
O próximo desafio, e a terceira dica, é que as empresas levem as mídias sociais à organização como um todo, para além destas duas áreas. “Ainda existe um longo caminho à frente em relação à integração. É preciso que a estratégia esteja na base do plano de negócios e que permeie toda a empresa. Para evoluir, devemos parar de pensar nas mídias sociais apenas como uma ferramenta de Marketing e vê-las como parte integrante do negócio”, diz Schultz.
O quarto ponto proposto pelo estudo reforça a importância de estruturar internamente a companhia para trabalhar com as mídias sociais. É preciso integrar, mas também é importante designar um núcleo que trabalhe diretamente com os canais e coloque o social no centro.  Neste quesito, o Brasil teve um resultado positivo. Mais da metade dos executivos brasileiros (51%) respondeu que a gestão interna das mídias sociais é coordenada por um departamento e 76% afirmaram que a marca tem um estrategista ou gerente de mídias sociais.
Ouça mais, fale menos
O quinto ponto é que as marcas aprendam com o conteúdo e levem este aprendizado a uma ação para melhorar seus produtos ou serviços.  É importante publicar, mas monitorar é mais ainda. “É preciso dar a importância correta às mídias sociais e correr alguns riscos. A estratégia está acertada quando uma empresa percebe uma demanda nas redes e leva para uma ação, como modificar um produto ou um serviço”, diz Schultz.
Segundo o levantamento, 43% dos executivos brasileiros pesquisam e monitoram seus perfis para saber o que os clientes esperam da marca, contra 30% da média global. Em relação a mudanças, 37% afirmaram que já realizaram alterações em algum produto ou serviço baseadas em comentários nas mídias sociais, contra 26% no geral, e 33% dos brasileiros já mudaram uma mensagem da marca a partir de atitudes percebidas na internet, número também mais alto do que a média global, de 27%.
O sexto passo é a mensuração da estratégia. Dos executivos brasileiros, 100% responderam que medem a efetividade das mídias sociais, contra 98% a nível global. “Se uma empresa realiza alguma ação ela tem números. O fato de todos os executivos terem afirmado que medem a efetividade da estratégia nas mídias sociais não é necessariamente um sucesso. O que se faz com estes números, qual a relevância do número de likes?”, provoca Schultz. O número de likes é realmente o principal método utilizado para medir as iniciativas nas redes, com 40% das respostas. Em segundo lugar, com 39%, está a quantidade de fãs.
Pense global
O sétimo ponto que o estudo sugere é que é mais importante pensar globalmente, em relação a ações nas mídias, do que localmente. Este fator ainda não adquiriu importância para os brasileiros, que o consideram o menos significativo.
O tema do oitavo passo é o mesmo: conte com o apoio de fora. Neste caso, tanto as empresas nacionais quanto as internacionais têm pouca ajuda de fora na gestão das mídias sociais. Apenas 27% dos brasileiros e 25% dos globais usam um fornecedor externo para medir a efetividade.
Por último, a dica para as marcas é que estejam alertas para mudanças nas redes sociais como um todo. Em relação ao Facebook, as questões de privacidade são as principais preocupações para 39% no Brasil e 31% no mundo. Outro ponto é saber gerenciar uma crise e responder a críticas negativas. “Nacionalmente, temos o costume de usar as redes sociais de maneira agressiva, muito para reclamar das empresas. É preciso estar preparado para ouvir, analisar, responder e melhorar”, diz Schultz.
Fonte: Mundo do Marketing

Pesquisa mostra o que mais agrada consumidores no Marketing


Estudo da Pitney Bowes Software realizado na França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos também identifica as práticas com as quais as pessoas mais se irritam


Para 81% dos consumidores, manter um fórum de clientes com acompanhamento do SAC é uma prática positiva do Marketing. É o que aponta um estudo realizado pela Pitney Bowes Software, com entrevistados da França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. A pesquisa indica as atividades que mais aproximam as marcas das pessoas e as que atuam como um repelente.
No levantamento também são apontados como pontos positivos as pesquisas de satisfação (75%), fazer uma oferta por mês e enviar pelos Correios (74%) e, na internet, 59% dos consumidores apreciam personalizações tais como “Bem vinda, Cláudia”. O estudo identifica que os entrevistados querem que as empresas se interessem mais sobre as suas preocupações e desejos, além de reduzir bastante o número de comunicações.
Os participantes apontam como ações irritantes enviar e-mails semanalmente (89%), seguido por pedidos aos clientes para oferecer suporte a uma empresa, fazer caridade ou preocupações éticas (84%), além de envio de ofertas de terceiros (83%) e, em quarto, incentivar a interação com outras pessoas por meio de uma comunidade online (81%).
Fonte: Mundo do Marketing